Será que o ciclismo causa cancro da próstata, impotência ou infertilidade?

  1. Adormecimento e dormência da zona inguinal no ciclismo.

O assunto é bastante polémico, visto existirem estudos científicos de 2010 que revelaram uma associação do ciclismo à disfunção erétil e distúrbios genitais. No entanto há outros estudos mais recentes que desmentem esse facto. De acordo com recente pesquisa publicada no Journal of Urology, da Associação Americana de Urologia, em 2017, a resposta a esse estigma é negativa. A pesquisa comparou a função urinária e erétil de 2.774 ciclistas, 539 nadadores e 789 corredores. Os ciclistas também responderam a perguntas sobre a frequência e distância que costumam pedalar, quais bicicletas que usaram e onde pedalaram. Além dessas questões, foram consideradas ainda uma série de outras variáveis. E o resultado mostrou que os ciclistas não tinham mais problemas urinários ou de saúde sexual do que outros atletas.

O adormecimento da zona inguinal surge por exagerada, ou prolongada pressão da próstata contra o selim. É mais comum no ciclismo de estrada mas também acontece no btt.

Mas antes de tudo, devemos é fazer um estudo do corpo para que consigamos fazer um ajuste perfeito da bicicleta e do selim. O Bike fit é fundamental para a saúde e bem-estar do ciclista pois previne lesões, aumenta o conforto e potencia a performance. O Bikefit pode eliminar, ou prevenir situações de dor e desconforto tais como:

Dormência do pénis

              Dores nos genitais (senhoras)

              Lombalgias (dores na lombar)

              Dores nos joelhos

              Pés dormentes, ou com dor – LEIA O NOSSO ARTIGO SOBRE PÉS DORMENTES AO PEDALAR

              Dores na cervical

              Excesso de tensão nos ombros

              Contraturas Musculares

              Dormência dos dedos da mão

 

Um dos pontos chave do Bike fit é medir a largura do nosso osso ilíaco – quando o osso da bacia é mais largo que o selim, a zona perineal e todas as suas estruturas anatómicas dessa zona passam a suster o peso do corpo, o que pode provocar todo um conjunto de problemas.

Para medir a largura do osso ilíaco de uma forma simples podemos sentar num pedaço de papelão canelado. Com o peso do próprio corpo acabam por aparecer as marcas do osso ilíaco. Nessa altura pegámos numa fita métrica e medimos de centro a centro (crista ilíaca). Quanto mais larga for a distância entre cristas ilíacas mais largo deve ser o selim.

 Portanto, o formato e a posição do selim poderão ter grande influência ao nível das sensações a pedalar. O selim deve estar nivelado.

Atualmente, a tendência é de selins mais largos e mais curtos de forma a ganhar mais conforto e tornar a pedalada mais eficiente

Atenção: A flexibilidade da cadeia muscular posterior também é muito importante. Ciclistas que têm mais flexibilidade conseguem manter uma maior estabilidade na bacia nas posições de fuga ou de subida não fazendo tanta pressão na zona genital. Já os ciclistas com menos flexibilidade devem usar selins mais acolchoados e abertura do canal de alívio da pressão genital e procurar  ajustar o selim numa posição mais avançada para permitir uma posição do tronco mais perpendicular.  Use um calção que lhe permita maior conforto e desempenho. Quando se trata de calções, o conforto é sempre a nossa prioridade.  Os materiais de alta compressão ajudam a reduzir a fadiga em percursos de longa distância e garantem o maior conforto nas provas.

Hegira Cycling SS20

                                                                                                           

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  1. Disfunção erétil no ciclismo.

Existe relação entre ciclismo e disfunção erétil?

A resposta é não. O mais importante é saber que os processos que provocam a disfunção erétil são exatamente os mesmos que os processos que provocam ataques cardíacos. Aliás, quanto maior a intensidade na prática do ciclismo, menor a prevalência de casos de disfunção erétil. A pressão que é colocada na zona perineal não está associada com a disfunção erétil. Certamente que sentar-se no sofá ou à frente do computador oito horas por dia é a pior coisa para a sua saúde sexual.

 

  1. Cancro da próstata no ciclismo.

O cancro da próstata é muito frequente em toda a população, a partir dos 50 anos. Os ciclistas, tal como as pessoas sedentárias, deverão fazer despistagens a partir desta idade, ou mesmo antes, se pertencem a um grupo de risco. Quanto mais cedo um cancro for diagnosticado, mais fácil será o seu tratamento e menos tempo ele terá para disseminar metáteses.

Mas felizmente o ciclismo não está associado a problemas de próstata e em particular ao cancro da próstata. O ciclismo faz com que fiquemos em forma, melhora a resistência cardiovascular e estes são alguns dos elementos mais importantes para evitar qualquer tipo de cancro.

 

 

Bons treinos!

 

 

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