Joaquim Agostinho

O maior ciclista português.

 

“Tino” como ficou conhecido Joaquim Agostinho nasceu numa família extremamente pobre em Brejenjas, Torres Vedras, que vivia da agricultura. Desde muito cedo, com oito anos de idade, teve de ajudar os pais na lavoura, até ao momento de entrar para o serviço militar que cumpriu na gerra colonial de moçambique, onde permaneceu durante 3 anos. Regressado à sua terra aos 24 anos começou a despertar para o ciclismo. Foi um conterrâneo seu – João Roque (antigo campeão do Sporting), que o trouxe para a modalidade.

Corredor pequeno e com pouca destreza em cima da bicicleta, mas com um coração enorme.  Algumas das suas vitórias são fruto de uma resistência soberba e de uma força mental e disciplina que o tornavam único no pelotão internacional. Até Merckx respeitava o pequeno português e admirava a sua forma de correr.

Joaquim Agostinho era um velocista, descrito pelo seu diretor desportivo Raphael Geminiani como “uma bola músculos com uma potência fora do comum, ele desconhecia a sua própria força”. Tinha até várias alcunhas como “emigrante das bicicletas” ou “Quim das cambalhotas” por começar tarde na modalidade do ciclismo e por isso demonstrar pouca técnica e uma forma bastante desengonçada de pedalar. Ficou conhecido pela forma de pedalar em força nas etapas de subidas mais acentuadas da volta à frança. Mas Joaquim Agostinho era muito mais que isso ele tinha uma bondade sublime de ajuda e companheirismo. A vitória no Alpe D’Huez a 15 de Julho 1979 constituiu o maior feito no ciclismo português. Acabou essa Volta a França garantindo um 3.º lugar pela segunda vez. O ciclista de Torres Vedras detém até hoje o record de presenças nacionais na volta à frança, 13 no total, mas conta também com 5 vitórias em etapas.

Aos 41 anos regressou ao Sporting, acabando por falecer após uma grande queda numa etapa da Volta ao Algarve, a 30 de abril, motivada pelo aparecimento de um cão que o fez desviar a trajetória. Mesmo não tendo capacete conseguiu chegar ao final da etapa, mas fortes dores devido a um traumatismo craniano levaram-no ao hospital onde morreu a 10 de maio.

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